Falar sobre limites costuma soar como falar sobre conflito. Mas, antes de qualquer conversa com o outro, há uma atenção que acontece dentro: o que eu sinto quando aceito? O que se acumula quando não consigo dizer não?
Limite não é muro
Limite saudável não é distância nem dureza. É clareza sobre o que cabe e o que não cabe para você, em cada vínculo, em cada momento da vida. Por isso muda — e muda mesmo. O que servia há cinco anos pode já não servir hoje.
Sinais de que algo precisa de limite
- Cansaço repetitivo depois de certas conversas ou pessoas
- Sensação de injustiça que vai e volta sem se dissolver
- Sentir que está "resolvendo" coisas que não são suas
- Vontade de sumir, mesmo gostando da pessoa
- Culpa antes mesmo de pensar em recusar algo
A atenção que sustenta
Antes de comunicar um limite ao outro, vale prestar atenção no próprio corpo e nos próprios sentimentos. O que aperta? O que pesa? O que alivia? Não para encontrar uma resposta pronta, mas para chegar à conversa sabendo o que você precisa — e não apenas o que o outro espera.



